Encelado

Título: Encelado
Tamanho: 105 mm x 148 mm
Editora: Editora Pindorama
Papel: 300 g/cm²

Encélado é o sexto maior satélite natural de Saturno. Foi descoberto em 1789 por William Herschel.


Características:

Semieixo maior: 237 948 km

Excentricidade: 0,0045

Período orbital: 1,370218 d

Velocidade orbital média: 12,64 km/s

Inclinação: 0,019°

Diâmetro equatorial: 504,2 km

Área da superfície: 800.000 km²

Massa: 1,08×1020 kg

Densidade média: 1,61 g/cm³

Gravidade equatorial: 0,012 g

Período de rotação: 1 d 8 h 53 min 7 s (rotação síncrona)

Velocidade de escape: 0,241 km/s

Albedo: 1,375 ± 0,008 (geométrico)

0,99 (bond)

Temperatura média: -198 ºC

-240,3 ºC min

-128 ºC max

Composição da atmosfera

Pressão atmosférica: Vestígios; assimétrica

Vapor de água 65%

Hidrogénio molecular 20%

Outros (CO2, CO, N2) 15%


Encélado possui um oceano global de água líquida sob sua superfície gelada. Criovulcões no polo sul ejetam grandes jatos de vapor de água e outros voláteis como algumas partículas sólidas (cristais de gelo, NaCl, etc.) para o espaço (aproximadamente 200 kg por segundo). Uma parte dessa água cai de volta sobre a lua como “neve”, outra parte é adicionada aos anéis de Saturno, enquanto outra parcela atinge o planeta. Acredita-se que o anel E de Saturno foi feito a partir dessas partículas de gelo. Devido à água provavelmente estar sobre ou próxima à superfície, Encélado pode ser um dos melhores locais para que os seres humanos busquem por vida extraterrestre. Em contrapartida, a água que se acredita existir em Europa, uma lua de Júpiter, está bloqueada sob uma superfície muito grossa de gelo.


Até a passagem das duas sondas espaciais Voyager próximo a Encélado, no começo da década de 1980, muito pouco se sabia sobre essa pequena lua além da identificação de água sobre sua superfície. As Voyagers mostraram que o diâmetro de Encélado é de apenas 500 quilômetros (310 mi), aproximadamente um décimo de Titã, maior lua de Saturno, e que reflete quase toda luz solar que a atinge. A sonda Voyager 1 descobriu que Encélado orbita na parte mais densa do difuso anel E de Saturno, indicando uma possível associação entre os dois. Enquanto que a sonda Voyager 2 revelou que, apesar do pequeno tamanho da lua, Encélado possui uma grande variedade de terrenos que variam de idade, superfície cheia de jovens crateras, terreno tectonicamente deformado e com algumas regiões jovens na superfície com 100 milhões de idade. Em 2005, a sonda espacial Cassini realizou vários voos rasantes próximos a Encélado, revelando a superfície da lua e do seu meio ambiente com maior detalhe. Em especial, a sonda descobriu uma pluma de ventilação rica em água na região do polo sul. Essa descoberta, juntamente com a presença de escape de calor interno e a pouca quantidade (se houver) de crateras de impacto na região do polo sul, mostra que Encélado é geologicamente ativa nos dias de hoje. Luas nos extensivos sistemas de satélites de planetas gigantes gasosos, frequentemente, ficam presas em ressonâncias orbitais que conduzem forças para libração ou excentricidade orbital; a proximidade com Saturno pode levar ao aquecimento de maré no interior de Encélado, oferecendo uma possível explicação para a atividade.


Encélado é um dos únicos três corpos do Sistema Solar exterior, junto com a lua de Júpiter, Io (vulcões de enxofre), e a lua de Netuno, Tritão (“gêiseres” de nitrogênio), onde é possível observar erupções ativas. As análises da liberação de gás sugere que se origina a partir de uma massa de água líquida no subsolo, o que, juntamente com a composição química original encontrada na pluma, alimentou especulações de que Encélado pode ser um local importante para estudos em astrobiologia. A descoberta da pluma ainda acrescentou peso ao argumento de que o material liberado por Encélado é a fonte do anel E. Em maio de 2011, cientistas da NASA na Enceladus Focus Group Conference relataram que Encélado “está emergindo como o local mais habitável do Sistema Solar fora da Terra para a vida como a conhecemos” Em 2015, cientistas da NASA anunciaram que após dez anos de estudos das imagens e da telemetria enviada à Terra pela sonda Cassini, foi constatada a existência de um oceano global entre o núcleo rochoso e a superfície de gelo do satélite. Em abril de 2017, a NASA anunciou que Enceladus tem os elementos necessários para abrigar vida. Os dados que servem como base para o estudo foram coletados pela sonda Cassini, que explora Saturno e suas 62 luas.