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HISTÓRIA DO MOGNO NO CEARÁ

Publicado: 08/04/2021

Editora Pindorama lançou neste mês (Abril de 2022) o livro HISTÓRIA DO MOGNO NO CEARÁ, de Francisco das Chagas Rosa (Chico Rosa). O livro registra os primeiros 10 anos do reflorestamento com mogno africano no Ceará, uma espécie florestal nobre que já está bem adaptada ao semiárido.

Além de informações históricas, técnicas, científicas e filosóficas o livro também apresenta quarenta e dois relatos de exeperiência de: agropecuaristas, engenheiros agrônomos, estudantes, comerciantes, professores, empresários, trabalhadores rurais, técnicos agrícolas, viveiristas, investidores e mognistas em geral.

O que é Mogno Africano?

É uma árvore de origem africana altamente adaptada ao clima brasileiro que produz madeira nobre. Pertence a famíliza botânica Meliaceae, carrega grande potencial econômico além de ser amplamente utilizada para reflorestamento, confecção de móveis, instrumentos e até mesmo na construção naval.


Quem é Francisco das Chagas Rosa?

"Na existência humana está comprovado que o que importa é a semeadura, aquilo que plantamos é alicerce para uma vida duradoura e próspera de colheitas abundantes. Esta máxima veste bem ao autor da obra, Francisco das Chagas Rosa, popularmente conhecido como Chico Rosa, é mente a frente de seu tempo, uma mente empreendedora, vivida e pugente de ideias e pensamentos sempre de encontro com o convívio coletivo.

Chico Rosa é modesto e econômico com as palavras, mas sua semeadura tem pavimentado uma caminhada admirável e rica de um legado atemporal.

O Autor desta obra, é agrônomo por vocação, mas emprestou seu generoso espírito público à política, por entender que é caminho de transformação coletiva, e dentro desta linha foi prefeito de Nova Russas, seu torrão natal, e dentre muitos feitos de caráter gerencial, sempre dividiu seu pensamento com a preocupação aos menos abastados, sensível a desenvolver ações de impactos reais na vida prática dos invisíveis e vulneráveis ao ser redor. Em uma época em que a Engenharia Agronômica era muito mais requisitada do que em nossos dias, seu olhar sensível a coletividade o despiu de projetos pessoais para fincar dedicação ao coletivo de Nova Russas. O pai da pobreza, o único a olhar do Bairro da Linha para cima, Chico é lembrado até hoje pelo plantio sempre preocupado com sua gente

A Agronomia não era só vocação, ela esteve sempre presente na sua trajetória com a grande paixão, aquilo que de fato acendia o brilho nos olhos do autor, e que era combustível a impulsionar muitos atos administrativos, que só aqueles que entendem a nobreza de semear para entender o fato. Chico Rosa tratou com esmero sua gente, ajudou, promoveu, formou, oxigenou o processo de sucessão, próprio daqueles que plantam para o futuro.

O semeador Chico Rosa, bem sabe que o ato de plantar uma muda de mogno, não é algo isolado e nem muito menos egoísta, mas sim um ato de nobreza que reparte com o futuro a materialização de um pensamento, próprio de uma mente progressista e preocupada com a perpetuação da espécie.

Chico sempre foi uma mente a frente do seu tempo, como já dissemos, sempre pensou que o futuro seria lugar de mais conforto social e prosperidade. Fernandha Franklin dizia que toda pessoa deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Eu não sei qual a cronologia dessas realizações, mas de uma coisa eu sei... Em breve não haverá nem livros e nem filhos pela falta de árvores. E Chico Rosa já imaginando isso, introduz na necessidade social o reflorestamento, e mais audacioso, reflorestar no meio do sequidão do Semiárido do Sertão tão castigado pela estiagem, tão sofrido e deserto, esquecido por muitos, mas uma mente como a do autor desta obra, merece respeito e perpetuação para inspirar gerações futuras, pelo simples fato de caminhar sempre na frente do problema.

Reflorestar o Semiárido é tarefa a olho nu, impossível, mas para o vocacionado agrônomo Chico Rosa, não é só viável, como será em curto intervalo de tempo extremamente lucrativo. À semelhança de pros‑peridade, assim como do outrora próspero ciclo do algodão, pode trans‑formar realidades com o reflorestamento, impulsionar economicamente regiões sem perspectivas de geração de renda, isoladas pelo esque‑cimento e sem horizontes, em polos madeireiros, arranjos produtivos da indústria moveleira, iniciando um ciclo próspero da madeira em pleno Sertão Nordestino.

O reflorestamento pensado por Chico, é sua semeadura de vida, é testemunha irrefutável da sua generosidade quão ser humano, que convicto da sua espiritualidade, preocupa‑se com um mundo melhor para as gerações que vem atrás.

A obra que segue, é marco social, é evolução econômica, é emprego e renda, é acima de tudo generosidade da vivência e maturidade do autor desta obra. Chico Rosa é uma mente com sensibilidade pública ímpar, com ações e vocações afloradas para servir sempre ao coletivo, ao bem social e ao futuro. Deleitem‑se, mergulhem e aproveitem cada experiência absorvida, pois reflorestar é vida, é perpetuar a vida humana e acima de tudo importar‑se com o próximo, precisamos mais do que nunca reflorestar nossos pensamentos, nossa vida coletiva e nosso entendimento de dividir como próximo."

Jesus Sales é membro da Academia Novarrussense de Letras, é advogado, representante da classe pensante local e articulador de boas ideias



Algumas ideias do autor

Uma árvore do Semiárido evita de ʺusarʺ uma da Amazônia: "É um raciocínio lógico e simples, se eu tenho uma Árvore plantada e colhida aqui no Semiárido para usar na fabricação de uma mesa ou várias cadeiras, não precisarei de ir buscar uma colhida na Amazônia."

"O Semiárido está ajudando a salvar a Amazônia porque estamos plantando árvores de mogno aqui e que, cada árvore de mogno plantada no Semiárido, evita de derrubar mais de dez árvores na Amazônia."


Os primeiros sonhos: "Não sei se ter esperança, trabalhar, pesquisar, ser persistente e ter convicção é ser otimista ou é ser sonhador. Mas sonhei e sonho com uma Agricultura melhor no nosso Semiárido

Um certo dia, envolvido por ideias e aspirações, imaginei que poderia haver algumas atividades rurais praticáveis nas condições do Semiárido e comecei a sonhar com reflorestamento. E, na lucidez do sonho, via que produzir árvores de espécies florestais nobres seria uma solução para gerar melhores rendas para os produtores rurais

E o sonho ia ficando claro, ia me mostrando quais as espécies florestais melhores para serem plantadas, como teria que ser o solo, como deveria ser a irrigação e os tratos culturais. Mas, de repente, acordava voltando para a realidade e ficando com aquele sonho fixado na imaginação. Não conseguia esquecer este sonho.

E os sonhos iam acontecendo, não sei se eram pela ânsia ou pelo desejo de ver um Semiárido forte e vigoroso ou se era por outros motivos, mas iam acontecendo. E era sempre assim, começava o sonho e quando ia ficando bom, acordava encontrando uma realidade retiradora de oportunidades e provocadora de desânimos, preconceitos e pânicos

Um dia sonhava com altas tecnologias em Pecuária através do uso de embriões para bovinos e ovinos, depois sonhava com uma criação de peixes e camarões altamente rentáveis. Depois era a vez de sonhar com o desenvolvimento e beneficiamento da moringa e, tinha dias, que sonhava com a volta da cultura do algodão que foi o nosso ouro branco muito tempo."

Saiba mais sobre o livro: http://www.editorapindorama.com.br/livros/historia_do_mogno_no_ceara/index.html Compre o livro: O livro foi publicado pela Editora Pindorama e pode ser adquirido na loja virtual Girafa Amarela (entre outras): https://www.girafaamarela.com.br/historia-do-mogno-no-ceara/p