História do Mogno no Ceará

Título: História do Mogno no Ceará Autor: Chico Rosa Editora Pindorama Ano: 2022 Número de páginas: 196 ISBN: 978-65-8903524-4 Tamanho: 15,5cm x 22cm

Um livro para registrar os primeiros 10 anos do reflorestamento com mogno africano, uma espécie florestal nobre que já está bem adaptada ao semiárido.

Cansado de tanto ver descasos, preconceitos, desvalorizações e injustiças que tantas pessoas e autoridades fazem com a Agricultura no Ceará, me dediquei a profundas reflexões e buscas de soluções para estes fatos que tanto desvirtuam os valores econômicos, sociais e morais do produtor nordestino.

Quando falo nos descasos em valores econômicos, refiro‑me a falta de apoio e determinação dos governos, de todos os viés ideológicos e de todos os níveis para fomentar uma Agricultura que se torne próspera e lucrativa. Quando falo nos descasos em valores sociais, quero mostrar as fragilidades e a falta de propósitos dignos em vários programas sociais que são desvirtuados para finalidades eleitoreiras. E quando falo nos descasos em valores morais é porque a maneira como as políticas agrícolas são feitas, em geral, levam o homem do campo para a situação de pedinte de coisas que são direitos seus e torcedores de eventos negativos, secas ou crises econômicas, para terem perdão de impostos, taxas ou dívidas bancárias.

Com todo este quadro, não desanimei e passei para as fases pós reflexões que foram as práticas de novas ideias e formas de trabalhar na Agricultura Cearense com novos perfis e novas culturas com capacidade de produção de renda compensadora e com condições de competir com produtos de outras regiões ou países nos tirando da condição de produtor para sermos exclusivamente consumidores .

E bons acontecimentos foram acontecendo pois, na caminhada, constatamos que não estávamos sozinhos e encontramos muitos cidadãos e cidadãs procurando estas soluções e começando práticas das suas conclusões de novas opções. Refiro‑me aos vários mognistas do Ceará que, sendo pioneiro ou adepto da ideia, contribuíram na construção desta saga da cultura do mogno nos diversos rincões de nosso querido Ceará.

Outra boa surpresa foi a participação de vários seguimentos da sociedade que nos acompanharam nesta caminhada pelas andanças no Semiárido nestes 10 anos que passaram tão ligeiro e de uma maneira bem saudável alimentada pelo combustível da esperança, da dedicação e da fé em Deus. Fomos acompanhados, além da comunidade rural, pela comunidade educacional, por admiradores do meio ambiente, por empresas privadas, por ONGs, por instituições religiosas e por vários profissionais liberais como médicos, engenheiros, advogados, administradores e outros.

Com esse apoio, no tamanho possível nestes 10 anos, nos inspiramos a idealizar o Projeto Finlândia Verde e vários outros, como também tivemos combustível para propulsionar os nossos sonhos verdes que, no futuro próximo, se transformarão em realidades na consolidação de um mundo melhor para as pessoas que compõem o cenário da vida no Semiárido Nordestino.

Concluindo, vamos falar o que é mogno brasileiro e o que é mogno africano. Então mogno brasileiro, que tem o nome Botânico de Swietênia macrophylla, é um tipo de mogno com origem na Amazônia e que já está na lista de espécies em extinção, por isso, é complicado plantar devido as dificuldades de licença para registros e licenças de comercialização. Mogno africano são vários tipos sendo que as principais espécies cultivadas no Brasil são o Khaya senegalensis, o Khaya ivorensis e o Khaya grandifoliola. Para o Semiárido, o mais apropriado é o Khaya senegalensis.

Chico Rosa